A Anvisa autorizou nesta segunda-feira (5) o início do estudo clínico para avaliar a segurança da polilaminina, uma proteína que apresentou resultados promissores na regeneração de lesões na medula espinhal. A substância é estudada há 25 anos pelo Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ e é produzida a partir da laminina, proteína extraída da placenta humana.
Em estudos experimentais, cerca de 10 pacientes conseguiram recuperar parte dos movimentos perdidos, incluindo vítimas de acidente de trânsito, queda e ferimento por arma de fogo. A polilaminina atua estimulando neurônios maduros, que normalmente não se regenerariam, a criarem novos axônios, responsáveis pela transmissão dos impulsos elétricos no corpo.
Segundo a Anvisa, o laboratório Cristália, responsável pelo estudo, irá selecionar cinco voluntários com idades entre 18 e 72 anos, que tenham sofrido lesão medular aguda, com trauma ocorrido há no máximo 72 horas. A primeira fase tem como foco avaliar a segurança da substância e possíveis efeitos colaterais. Caso os resultados sejam positivos, o medicamento poderá avançar para as fases seguintes, que analisam a eficácia do tratamento.
Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a liberação representa um avanço significativo por se tratar de uma inovação 100% nacional, com potencial futuro de incorporação ao SUS.