O Brasil atingiu a marca de 909.594 pessoas presas em 2024, mantendo-se entre os países com maior população carcerária do mundo. A grande maioria dos detentos é composta por homens (94%) e pessoas negras (68,7%). O levantamento mostra ainda que apenas 85,3% dos presos têm a raça registrada, o que indica a necessidade de melhorar os dados para embasar políticas públicas mais eficazes.
Superlotação e falta de trabalho nas prisões
A superlotação continua sendo um dos maiores problemas do sistema prisional brasileiro. Em 2024, o déficit de vagas foi de 237.694, com 1,4 preso por vaga disponível, o que agrava as condições nas unidades prisionais e compromete a reabilitação dos detentos. Apenas 10,6% dos presos estavam envolvidos em atividades de laborterapia, sendo que a maioria realizava trabalhos internos ao sistema.
Uso de tornozeleiras cresce, mas liberdade continua restrita
Como alternativa à superlotação, o uso de monitoramento eletrônico tem ganhado espaço. Em 2024, 122.012 pessoas estavam sob esse regime, o que representa 13,5% da população carcerária, um salto significativo em relação aos 1% registrados em 2017. Apesar de reduzir a pressão sobre os presídios, o modelo de “liberdade vigiada” também levanta questões sobre sua efetividade, privacidade e a necessidade de sistemas de gestão eficientes para o controle dos dispositivos.
Fonte: Jovem Pan.