O número de caminhoneiros em atividade no Brasil caiu drasticamente na última década. Dados da Senatran, analisados pela consultoria ILOS, mostram que o país tinha 5,6 milhões de motoristas habilitados nas categorias C e E em 2015, número que caiu para 4,4 milhões em 2025, uma redução de cerca de 22%, equivalente a 1,2 milhão de profissionais a menos. Especialistas descrevem o cenário como o de uma possível “profissão em extinção”, já que cada vez menos jovens se interessam pela carreira.
O envelhecimento da categoria é outro fator preocupante. Segundo a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), a idade média dos caminhoneiros passou de 38 anos em 2014 para 46 anos atualmente. As condições de trabalho, altos custos com combustível, manutenção e pedágios, longas jornadas, insegurança nas estradas e baixa valorização contribuem para a queda no número de motoristas e dificultam a renovação da profissão.
A situação acende um alerta para a economia brasileira, já que o transporte rodoviário é responsável por 64,8% da movimentação de cargas no país. Especialistas alertam para um possível apagão logístico, com gargalos no escoamento de produtos. Para amenizar os impactos, o Ministério dos Transportes e o DNIT afirmam que trabalham na ampliação de pontos de parada e descanso, além de oferecer linhas de crédito e capacitação para os profissionais da categoria.