O Brasil registrou 30 milhões de hectares queimados em 2024, segundo o primeiro Relatório Anual do Fogo (RAF) do MapBiomas, divulgado nesta terça-feira (24). É o segundo maior volume de área queimada em quatro décadas, ficando 62% acima da média histórica. Do total, 72% eram áreas de vegetação nativa, com destaque para 7,7 milhões de hectares de cobertura florestal destruídos pelo fogo — um crescimento de 287% em relação à média dos últimos 40 anos.
A Amazônia foi o bioma mais atingido, com 15,6 milhões de hectares queimados, o maior valor da série histórica. Pela primeira vez, as florestas foram mais afetadas que as pastagens, com 6,7 milhões de hectares destruídos. Já a Mata Atlântica teve 1,2 milhão de hectares queimados, 261% acima da média histórica.
O Pantanal teve aumento de 157% nas áreas queimadas, com 2,2 milhões de hectares, sendo 93% de vegetação nativa. No Cerrado, as chamas atingiram 10,6 milhões de hectares, representando 35% da área total queimada no país. Já a Caatinga teve queda de 16% nas queimadas, com 404 mil hectares, e o Pampa também apresentou redução, com 7,9 mil hectares afetados.
Para o MapBiomas, os dados são fundamentais para embasar políticas públicas de prevenção e combate a incêndios florestais, com foco na proteção da vegetação nativa e no enfrentamento das mudanças climáticas.