Com o aumento das temperaturas e maior circulação de pessoas em áreas verdes, Santa Catarina registra crescimento nos acidentes com animais peçonhentos. Dados do CIATox/SC, ligado à Secretaria de Estado da Saúde, apontam que em 2025 foram contabilizados 6.186 atendimentos relacionados a esse tipo de ocorrência.
Os casos são mais frequentes nos períodos quentes e antes ou após chuvas prolongadas, quando esses animais ficam mais ativos. No Norte do Estado, serpentes como jararacas, jararacuçus e cobras-corais lideram os registros, além de ocorrências com escorpiões, especialmente no verão.
Riscos também atingem animais domésticos
Segundo o professor e médico-veterinário Vinicius Dalle-Court, da UniSociesc, o perigo não se limita às pessoas. Cães e gatos também são vítimas frequentes, pois mantêm o instinto de caça e acabam provocando a reação defensiva do animal peçonhento. Dependendo da espécie, do local da picada e da quantidade de veneno, o acidente pode ser grave e até fatal.
A prevenção passa pelo manejo adequado dos ambientes, com quintais limpos, sem entulho, lixo, madeira ou materiais empilhados, que servem de abrigo e atraem presas desses animais.
Prevenção e atendimento rápido salvam vidas
Em áreas rurais e locais próximos à mata, a orientação é verificar calçados antes de usá-los, evitar colocar as mãos sob pedras ou folhas e utilizar equipamentos de proteção, como botas, perneiras e luvas. Em caso de picada, não se deve fazer torniquete nem aplicar substâncias caseiras; o indicado é lavar o local com água e sabão e procurar atendimento médico imediato.
Santa Catarina conta com soro antiofídico na rede de saúde, e o CIATox/SC atende 24 horas pelo telefone 0800-643-5252, oferecendo orientação gratuita à população e aos profissionais de saúde.