A Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade, na noite desta quarta-feira (1º), o projeto de lei que amplia a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil por mês. A proposta, enviada pelo governo federal, ainda precisa passar pelo Senado Federal antes de seguir para sanção. Segundo o texto, quem recebe até R$ 7.350 terá isenção parcial, enquanto contribuintes com renda anual acima de R$ 600 mil pagarão mais impostos.
Impactos e críticas
O governo estima que cerca de 16 milhões de pessoas serão beneficiadas com a mudança em 2026. Para compensar a perda de arrecadação, o projeto prevê a tributação de lucros e dividendos acima de R$ 50 mil mensais, com alíquota de 10%. Apesar do apoio unânime na votação, a oposição fez críticas. O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) classificou a medida como “um troco”, enquanto Capitão Alden (PL-BA) alertou para risco de fuga de capitais e impactos no emprego.
Debate sobre quem paga a conta
A medida também reacendeu o debate sobre quem bancará a isenção. Para o deputado Mário Heringer (PDT-MG), a conta será paga pelos mais ricos, garantindo maior justiça tributária. Já Alceu Moreira (MDB-RS) defendeu que o custo será repassado ao consumidor final, elevando preços de produtos e serviços. O governo, no entanto, aposta na rápida aprovação no Senado e vê na proposta um importante ativo político para as próximas eleições.