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Canoinhas comemora 112 anos de história nesta terça-feira(12)

Marivalda Voigt

Canoinhas, a terceira cidade mais populosa do Norte de Santa Catarina, comemora nesta terça-feira, 12 de setembro, 112 anos de história. A cidade, que fica no Planalto Norte do estado, é conhecida por sua beleza natural, sua gastronomia, seu povo hospitaleiro e trabalhador.

Canoinhas é um importante centro econômico da região. A economia do município está principalmente relacionada ao agronegócio. A madeira já foi a principal atividade econômica do município até os anos 1970. A cidade conta com indústrias, um comércio diversificado e um setor de serviços em expansão.

Para comemorar seu aniversário, Canoinhas preparou uma programação especial. Nesta terça-feira, 12 de setembro, a cidade terá um bolo gigante de 112 metros, que será servido à população gratuitamente.

Canoinhas como começou?

 

Canoinhas originou-se de um pequeno núcleo fixado em seu território no início do século XIX.

No entanto, não se sabe até hoje a data exata em que o primeiro núcleo de povoamento se estabeleceu no território do município de Canoinhas. O devassamento do seu interior, cortado ou parcelado pelos ex- de Papanduva e Colônia Vieira pela histórica estrada da mata, que atravessa o Passo Canoinhas (assim denominado porque a passagem era feita em pequenas canoas, daí o nome do rio do município), um pouco abaixo da Foz da Areia, se fez anos antes que se fixassem naquelas paragens os primeiros moradores. Bem antes do ano de 1816, já havia tráfego regular de tropas pela referida estrada (denominação dada a uma trilha que atravessava uma mata de cerca de 40 léguas de extensão e que permitia comunicação entre o Rio Grande, Lages, Curitiba e São Paulo), vindas do sul para o comércio de Curitiba e as feiras de São Paulo. A essa primitiva via de comunicação muito se deve o interior catarinense.

Mais tarde, isto é, em 1829, a referida estrada foi reconstruída, ficando com o Campo do Tenente-PR e o Campo Alto, este em território do município de Santa Cecília.

Crê-se que só depois de 1827, ano em que chegaram a Campo do Tenente os trabalhadores para o serviço inicial de reconstrução da estrada da mata, é que se fixaram em Papanduva os primeiros povoadores do município de Canoinhas, procedentes dos estados do Paraná e São Paulo.

Papanduva teria sido um ponto de parada dos tropeiros, no ponto intermediário entre a Serra e Rio Negro. Esses pioneiros se entregaram à extração da erva-mate, que vendiam no povoado do Rio Negro, onde faziam outras transações comerciais. A parte restante do município, todavia, permaneceu despovoada ainda durante muito tempo. Abraçado a Oeste e Norte pela Serrado Espigão, impedindo ainda de se estender devido à mata, do povoado de Papanduva não se erradicou o povoamento de Canoinhas. Em 1892, novas correntes vindas do Paraná pelo Rio Negro, subiram o Rio Canoinhas em pequenas embarcações, desembarcando no ponto onde hoje está edificada a cidade.

Outros desbravadores deviam ter subido o Canoinhas em outras épocas, até onde ele ofereceu condições de navegação, uma vez que, entre 1765 e 1780, diversas expedições fizeram explorações no rio Iguaçu, expedições que não podiam ter deixado subir o rio Negro e reconhecer os principais afluentes próximos a sua foz. Mas, sinais evidentes que outros já haviam visitado a região, foi o encontro de uma cruz pelos primeiros povoadores, no topo do morro onde hoje se ergue majestosa, a torre da Igreja Matriz Cristo Rei, da Paróquia de Canoinhas.

O objetivo inicial das correntes de povoamento foi a exploração da erva-mate. O segundo núcleo de povoamento estabeleceu-se na margem esquerda rio Canoinhas, a quatro quilômetros aproximadamente da foz com o rio Negro.

Não se sabe ao certo se ficou no local mais de um povoador da expedição. O que é certo que um ficou. Francisco de Paula Pereira, tido justamente como fundador de Canoinhas. Ele se instalou em uma barraca à margem do rio, assinalando um novo núcleo de povoamento.

Mais tarde novos povoadores vieram a se juntar a Francisco de Paula Pereira. Foram João Mariano da Luz, Manoel Ferreira de Lima, Camilo Carneiro, José Romão Nogueira, Manoel Gravi e Liberato Ferreira. Na mesma ocasião, instalou-se no povoado o primeiro comerciantes: Gustavo Waschter.

O núcleo desenvolveu-se. Novos povoadores fixaram-se. Muitos deles tiveram mais tarde grande influência na vida social, política e econômica de Canoinhas, com o Eugenio de Souza, Wolf Roberto Ehlke, João Vicente Ferreira, Vitoriano Bacelar, João S. Matoso, Major Thomaz Vieira e Estanislau Schmann. Esses povoadores exploraram o interior, sendo os primeiros desbravadores do município.

O conflito de jurisdição do território denominado hoje de ex-Contestado, entre o Paraná e Santa Catarina, foi um entrave durante anos ao desenvolvimento de Canoinhas. Quando em 3 de julho de 1902, a administração do município de Curitibanos, levando em conta o desenvolvimento do povoado, criou o distrito de Santa Cruz de Canoinhas, Papanduva e Três Barras, e ainda permaneceriam sob jurisdição do estado do Paraná. A divisa interestadual era determinada pelo rio Canoinhas. Para o novo distrito foi nomeado o juiz de paz Sr. Miguel Pereira e para subdelegado o Sr. Roberto Ehlke. Em 1911, contando já a sede do distrito 60 casas, foi elevado pela Lei Estadual n.º 907, de 12 de setembro, à categoria de município, sendo desmembrado do de Curitibanos, com a denominação de Santa Cruz de Canoinhas. Por essa lei, canoinhas tinha os mesmos limites, exceto com Curitibanos, que eram os seguintes: pelo rio Timbó acima, até a Barra do Tamanduá, por este acima, até suas cabeceiras, daí a rumo reto, até as cabeceiras do rio da Serra e por este abaixo até o Canoinhas. A sede do novo município foi elevada à categoria de vila, e a instalação se realizou com solenidade a 6 de dezembro de 1911. Estava emancipada Canoinhas.

O primeiro governo municipal foi confiado a um dos homens que ainda mais trabalhou pelo povoamento e progresso de Canoinhas: Major Tomaz Vieira. A sua administração foi deveras acidentada. A questão de limites manteve Canoinhas em agitação permanente. Finalmente, em 20 de outubro de 1916, com a solução da pendência entre os dois estados, foi Canoinhas incorporada definitivamente a Santa Catarina. Após as conturbadas lutas de fanáticos que saquearam a região por longo período, finalmente em 1923, pela Lei n.º 1424, de 23 de agosto, foi a vila de Santa Cruz elevada à categoria de Ouro Verde, devido à grande produção de erva-mate, grande fonte de divisas do município.

Em 1930, em 27 de outubro, o Decreto Estadual n.º 1 deu ao Município o nome de Canoinhas, eliminando a denominação ‘’ Santa Cruz’’.

Matéria originalmente publicada pelo Jornal Correio do Norte em 10 de setembro de 1983.

Canoinhas, uma cidade de futuro

Canoinhas é uma cidade com um futuro promissor. A cidade tem um potencial econômico grande, uma população jovem e uma cultura viva. Com o trabalho e a dedicação de todos, Canoinhas continuará a crescer e a se desenvolver. Parabéns Canoinhas!!

 

 

 

 

 

 

 

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