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Canoinhas registrou três casos de Influenza em 2018

Foto: SECOM
O município de Canoinhas registrou três casos de Influenza em 2018, segundo informações da Enfermeira do Ambulatório de Epidemiologia de Canoinhas, Josiane Galeski. O levantamento foi realizado entre o dia 1º de janeiro e 17 de julho de 2018. O vírus atingiu uma criança, um adulto e um idoso de 68 anos, que morreu em decorrência de complicações da doença.
Galeski ainda relatou que neste período foram notificados 16 casos suspeitos de Influenza. No entanto, apenas três foram confirmados.
SANTA CATARINA
De 31 de dezembro de 2017 a 4 de julho de 2018, foram notificados 1046 casos suspeitos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em Santa Catarina.
Desse total de notificações, 220 (21,0%) foram confirmados para influenza; destes, 105 (47,7%) pelo vírus A (H1N1), 95  casos (43,2%) pelo vírus A(H3N2), 9 casos  (4,1%) pelo vírus Influenza B, 1 caso (0,5%) Influenza A encerrado por vínculo epidemiológico e 9 casos (4,1%) aguardam subtipagem.
Outros 457 casos (43,7%) tiveram resultado negativo para Influenza A e B (SRAG não especificada), 301 (28,8%) foram ocasionados por outros vírus respiratórios e 68 (6,5%) encontram-se em investigação, aguardando confirmação laboratorial.
Dos 220 casos de SRAG confirmados como influenza, 134 (60,9%) apresentaram algum fator de risco associado, dos quais 47,0% ocorreram em idosos (acima de 60 anos), 26,9% em portadores de doenças crônicas, 12,7% em crianças menores de 2 anos, 6,7% em gestantes e 6,7% em obesos.
INFORMAÇÕES SOBRE A INFLUENZA
A Influenza ou gripe é uma infecção viral aguda do sistema respiratório, de elevada transmissibilidade. O vírus é transmitido por secreções respiratórias, e por contato indireto, por meio das mãos, objetos, e superfícies contaminadas. O vírus pode penetrar nas vias aéreas causando lesões pulmonares, que podem ser graves. A transmissão ocorre principalmente em ambientes domiciliares, creches e escolas, em locais fechados.
Os sintomas da influenza são febre alta, calafrios, tosse, dor de cabeça, dor de garganta, dor muscular, coriza, cansaço, falta de ar.
A síndrome respiratória aguda grave (SRAG) abrange casos de síndrome gripal que evoluem com comprometimento da função respiratória que, na maioria dos casos, leva à hospitalização. As causas podem ser vírus respiratórios, dentre os quais predominam os da influenza do tipo A e B, ou bactérias, fungos e outros agentes.
Pessoas de todas as idades são susceptíveis à infecção pelo vírus influenza. A evolução geralmente tem resolução espontânea em sete dias, embora a tosse, o mal-estar e a fadiga possam permanecer por algumas semanas. Alguns casos podem evoluir com complicações. As complicações mais comuns são: pneumonia bacteriana e por, outros vírus, sinusite, otite e desidratação.
Alguns indivíduos estão mais propensos a desenvolverem complicações graves, especialmente aqueles com condições e fatores de risco para agravamento, entre esses: gestantes, adultos com idade maior que 60 anos, crianças com idade menor que dois anos e indivíduos que apresentem doença crônica, especialmente doença respiratória crônica, cardiopatia, obesidade, diabetes descompensada, síndrome de Down e imunossupressão.
Em 2018, até o momento, há registros de casos de influenza dentro do esperado para o período que antecede a sazonalidade, que vai do início de maio até o final de agosto. Há predomínio dos vírus Influenza A(H1N1) e influenza A(H3N2) acometendo idosos e adultos portadores de comorbidades (doenças crônicas), indicando uma tendência de cocirculação desses dois subtipos de vírus; em 2017, o predomínio foi quase absoluto do subtipo A(H3N2).
O perfil de casos mostra a importância de a população procurar o serviço de saúde mais próximo da residência aos primeiros sinais e sintomas de gripe para o tratamento adequado, em especial os portadores de fatores de risco para agravamento e óbito (idosos, doentes crônicos etc.), pois estes têm maior probabilidade de apresentar complicações quando infectados pelo vírus Influenza.
Devem ser reforçadas as medidas de prevenção, principalmente lavar as mãos com freqüência e evitar ambientes fechados e com aglomeração de pessoas. Também é necessário manter limpos com álcool objetos e superfícies que entram em contato freqüente com as mãos, como mesas, teclados, maçanetas e corrimãos, além de não compartilhar objetos de uso pessoal, como copos e talheres.
Os serviços de saúde devem estar sempre preparados para promover o atendimento adequado aos casos de síndrome gripal, reforçando as medidas de manejo clínico dos casos. O uso do antiviral (Oseltamivir) está indicado para todos os casos de síndrome gripal com condições e fatores de risco para complicações e de síndrome respiratória aguda grave, independentemente da situação vacinal ou da confirmação laboratorial. A terapêutica precoce reduz tanto os sintomas quanto a ocorrência de complicações da infecção pelos vírus da influenza para esses pacientes, e o antiviral apresenta benefícios mesmo se administrado após 48 horas do início dos sintomas.
Nos pacientes com síndrome gripal sem condições e fatores de risco para complicações, a indicação do antiviral deve ser baseada em julgamento clínico se o tratamento puder ser iniciado nas primeiras 48 horas após o início da doença.
A melhor maneira de prevenção contra a Influenza é a vacinação.
A 20ª Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza em Santa Catarina foi realizada entre os dias 23 de abril e 8 de junho, sendo o dia 12 de maio o dia D de mobilização nacional.

 

 

 

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