A inflação oficial de julho registrou alta de 0,26%, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (12). Embora o resultado tenha ficado abaixo da expectativa do mercado, que projetava 0,35%, o aumento da energia elétrica residencial foi o principal responsável pela pressão no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Desde o início de 2024, a conta de luz já subiu 10,18%, maior variação para o período desde 2018.
Impactos na economia
Para o economista Newton Marques, da Universidade de Brasília, o resultado mais baixo que o previsto pode aliviar a pressão sobre a taxa Selic, atualmente em 15% ao ano. Ele avalia que o aumento na energia é pontual e não deve influenciar de forma duradoura outros preços da economia. O economista Roberto Piscitelli concorda e destaca que o índice de julho, embora um pouco superior ao mês anterior, mantém a tendência de queda da inflação, o que pode sustentar cortes na Selic nas próximas reuniões do Copom.
Perspectivas e tarifas futuras
Apesar do dado positivo, as projeções para os próximos meses preocupam. A Aneel elevou para 6,3% a previsão de aumento das tarifas de energia elétrica em 2025, acima da inflação estimada para este ano (5,05%). Além disso, as bandeiras tarifárias seguem encarecendo a conta: maio teve bandeira amarela (R$ 1,88 por 100 kWh), junho e julho vermelha patamar 1 (R$ 4,46) e, agora em agosto, vigora a vermelha patamar 2, com custo extra de R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos.
Fonte: ND+.