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Debate sobre o fim da escala 6×1 gera discussões sobre impacto no mercado de trabalho

Para avançar na câmara, a PEC precisa receber mais adesões dos parlamentares (Foto: Banco de Imagens).

Na noite desta segunda-feira (11), a CNN promoveu um debate entre os deputados federais Reginaldo Lopes (PT-MG) e José Medeiros (PL-MT) sobre o impacto do possível fim da escala 6×1 no mercado de trabalho brasileiro. A proposta em discussão, apoiada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), sugere substituir a jornada atual de seis dias trabalhados para um de descanso por uma escala de 4×3 — quatro dias de trabalho seguidos por três de folga, reduzindo a carga semanal para 36 horas.

Para Lopes (PT), a PEC visa principalmente abrir um debate público, permitindo uma análise cuidadosa sobre a possível redução da carga de trabalho, que poderia melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores. Ele argumentou que a mudança pode ser implementada por convenções coletivas ou por legislação, caso seja aprovada no Congresso, e destacou o apoio do Ministério do Trabalho, que considera a redução “plenamente possível e saudável” para o mercado.

Por outro lado, Medeiros (PL) afirmou que essa mudança limitaria a liberdade de negociação das empresas, transformando uma possível vantagem em um direito que pode distorcer a competitividade em setores onde a escala 6×1 é produtiva. Ele defendeu que a escolha da jornada ideal deveria ser decidida internamente por cada empresa, considerando o impacto sobre a competitividade e a sustentabilidade econômica dos negócios.

Como iniciou a discussão?

 

Proposta vem sendo debatido amplamente no Congresso Nacional e nas Redes Sociais (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados).

A proposta nasceu após um desabafo de um tiktoker em um post nas redes sociais que foi eleito vereador pelo Rio de Janeiro justamente pregando o fim da jornada de 6×1. O VAT (Movimento Vida Além do Trabalho), já conta com mais de 1,4 milhão de assinaturas na internet.

Neste momento, a deputada, autora do projeto, busca a assinatura de 171, dos 513 deputados federais, para que a PEC seja protocolada e inicie a sua tramitação. Após seis meses, ela conseguiu cerca de 90, muitas dessas assinaturas conquistadas nos últimos dias após a repercussão nas redes sociais que o assunto tomou.

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