Durante a sessão desta quinta-feira (26), os deputados Carlos Humberto (PL) e Antídio Lunelli (MDB) usaram a tribuna da Assembleia Legislativa para criticar o projeto aprovado pelo Senado que amplia de 513 para 538 o número de deputados federais a partir de 2026. A medida, que já havia sido aprovada pela Câmara e retorna para análise devido a alterações, foi alvo de críticas por gerar aumento de gastos públicos, calculados entre R$ 64 milhões e R$ 95 milhões por ano, sem melhorar a eficiência do Legislativo.
Carlos Humberto destacou que a proposta surgiu após alerta do STF para atualização da representação conforme o Censo, mas, em vez de redistribuir as vagas entre os estados, o Congresso optou por aumentar o número total de deputados, prejudicando a imagem dos legislativos. Já Lunelli classificou o projeto como um “absurdo” e “desperdício de dinheiro público”, afirmando que “não é de mais políticos que o Brasil precisa, mas de mais eficiência e respeito ao contribuinte”.
Os deputados alertaram ainda para o efeito cascata da proposta, que permitirá o aumento do número de cadeiras também nas Assembleias Legislativas, ampliando gastos com estruturas, cargos e verbas de gabinete em um momento em que a população exige mais cortes e investimentos em áreas essenciais, como saúde, educação e infraestrutura. Para Lunelli, “a política brasileira não precisa de mais cadeiras, precisa de mais vergonha”.