Com a chegada das estações mais frias e secas, muitas pessoas sofrem com o agravamento da dermatite atópica, uma doença inflamatória crônica que afeta uma parcela significativa da população brasileira. De acordo com o dermatologista Dr. Gustavo Novaes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o clima desta época do ano, somado ao uso de aquecedores e a banhos mais quentes, prejudica a barreira natural de proteção da pele. É importante destacar que, embora a condição seja muitas vezes confundida, ela não é contagiosa, sendo o resultado de fatores genéticos e ambientais que exigem um diagnóstico preciso.
Cuidados e prevenção contra crises
Para quem convive com o problema, o controle dos sintomas é a chave para a qualidade de vida. O Dr. Novaes ressalta que a automedicação deve ser evitada, pois pode mascarar infecções ou agravar a inflamação. O tratamento ideal é individualizado e pode incluir a hidratação profunda da pele, o uso de medicamentos específicos para aliviar a coceira intensa — o sintoma mais comum — e, em casos mais graves, terapias avançadas. Medidas simples no dia a dia, como dar preferência a banhos mornos e rápidos e utilizar tecidos macios, como o algodão, auxiliam significativamente na prevenção de novas lesões.
Embora a dermatite atópica ainda não possua uma cura definitiva por ser uma característica do organismo, a boa notícia é que o acompanhamento médico permite longos períodos sem qualquer sintoma. O papel do especialista é fundamental para identificar os gatilhos individuais, que variam desde o estresse emocional até o contato com poeira ou produtos de limpeza agressivos. Ao notar sinais como manchas avermelhadas, descamação ou coceira persistente, a orientação é buscar ajuda médica especializada para estabelecer um plano de cuidado seguro, garantindo que a pele se mantenha saudável mesmo durante as estações mais frias.