O dólar voltou a cair e fechou nesta terça-feira (16) no menor patamar desde junho de 2024, encerrando o pregão a R$ 5,29. No acumulado de 2025, o dólar já perdeu 14,25% em relação ao real, tornando-se a única moeda não europeia entre as de melhor desempenho no ano. A queda contrasta com o cenário do fim de 2024, quando a moeda norte-americana chegou a valer mais de R$ 6 e acumulou valorização de 27,3%.
Juros influenciam o câmbio
Segundo analistas, a valorização do real se deve principalmente à combinação de fatores externos e internos. A expectativa de que o Federal Reserve (banco central dos EUA) volte a cortar os juros, após nove meses de manutenção em patamares elevados, tem enfraquecido o dólar globalmente. Ao mesmo tempo, o Banco Central do Brasil deve manter a taxa Selic em 15% ao ano, o que favorece o chamado carry trade — quando investidores estrangeiros buscam retornos mais altos em países emergentes.
Cenário ainda tem riscos
Apesar da tendência de queda, especialistas alertam que o movimento pode ser limitado por fatores internos, como tensões políticas e o risco fiscal do país. Além disso, questões externas, como a política comercial dos EUA e a crise entre Brasil e americanos, podem gerar volatilidade. Mesmo assim, a expectativa de parte dos economistas é de que o real mantenha sua trajetória de valorização, com alguns projetando o dólar próximo a R$ 5 nos próximos meses.
Fonte: CNN Money.