
Nesta quinta-feira (26), o dólar registrou uma leve desvalorização e encerrou o dia cotado a R$ 6,17, com uma queda de 0,09%. A oscilação foi contida por uma injeção de liquidez promovida pelo Banco Central, que realizou um leilão à vista de US$ 3 bilhões logo no início do pregão, impedindo uma desvalorização maior do real frente à moeda americana.
Apesar da queda do dólar no Brasil, moedas de outras economias emergentes, como o peso colombiano, o peso mexicano e o rand sul-africano, seguiram um movimento global de desvalorização. O recuo no Brasil contrariou essa tendência, mas analistas apontam que fatores internos, como tensões entre os poderes Legislativo e Judiciário, além da força do dólar globalmente, continuam pressionando o real.
Segundo Nicolas Borsoi, economista-chefe da Nova Futura Investimentos, a redução na demanda por dólares neste período do ano contribuiu para o efeito positivo do leilão. “Embora o leilão tenha atendido a demanda, os cenários político interno e externo ainda jogam contra o real, com queda nas commodities e o dólar mais forte globalmente”, avaliou o economista.