Sentir dor persistente no ombro ou enfrentar dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia — como pentear o cabelo, vestir uma camiseta ou alcançar um objeto na prateleira — pode ser o sinal de alerta para uma complicação do diabetes que pouca gente conhece. Trata-se da capsulite adesiva, uma condição amplamente conhecida como “ombro congelado”. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo (SBCOC), pessoas com diabetes têm um risco significativamente maior de desenvolver essa síndrome do que a população em geral. A conexão ocorre porque o excesso de glicose no organismo provoca alterações metabólicas que atacam diretamente os ligamentos, os tendões e a cápsula da articulação, favorecendo o enrijecimento da região.
Sintomas graduais e perda de independência
A doença costuma dar seus sinais de forma gradual, começando com uma dor incômoda que piora bastante durante a noite. Com o avanço do quadro clínico, a rigidez na articulação aumenta a ponto de comprometer tarefas básicas e afetar a independência do paciente, tornando dolorosos os atos de dirigir ou até de prender uma roupa. Como o incômodo no ombro pode ser facilmente confundido com outros problemas comuns, como as tendinites, os médicos reforçam que é fundamental buscar um diagnóstico correto. Uma investigação detalhada impede que o paciente trate o problema de forma errada e negligencie o verdadeiro histórico da sua saúde.
Prevenção e cuidados com a saúde
A melhor estratégia de longo prazo para prevenir o problema é manter um controle rigoroso dos níveis de açúcar no sangue, o que reduz a inflamação nos tecidos do corpo. Caso os sintomas já tenham aparecido, o diagnóstico precoce é o melhor caminho para recuperar os movimentos sem grandes prejuízos para a rotina, por meio de tratamentos personalizados que incluem fisioterapia, medicações e, em casos específicos, infiltrações ou cirurgias.