Com a chegada da primavera e do verão, aumenta o número de ataques de abelhas em áreas urbanas de Santa Catarina. Segundo a Epagri, esse é o período em que as colônias estão mais populosas, o que eleva o risco de incidentes. O chefe da Divisão de Estudos Apícolas da Epagri, Rodrigo Cunha, explica que as abelhas não são agressivas, mas sim defensivas, e só atacam quando percebem ameaça à colmeia.

Locais como telhados, árvores ocas, bueiros e galpões são os pontos mais comuns onde os enxames se instalam e podem reagir a ruídos ou movimentações próximas.

Como agir em caso de ataque

Se um enxame for perturbado e iniciar um ataque, a orientação é se afastar imediatamente do local, buscando abrigo em ambiente fechado como casas ou veículos. Após estar em segurança, é importante retirar os ferrões com cuidado, sem apertá-los, lavar a área e aplicar gelo para reduzir o inchaço.

Em casos de múltiplas ferroadas ou reações alérgicas — como falta de ar, inchaço generalizado ou queda de pressão — deve-se procurar atendimento médico imediato. Cunha alerta que até mesmo uma única picada pode ser perigosa para pessoas alérgicas.

Enxames e importância das abelhas

Muito além do mel, as abelhas prestam um serviço essencial para a humanidade: a polinização (Foto: Nilson Teixeira/Epagri).

Durante a primavera, ocorre a chamada “enxameação”, quando parte das abelhas deixa a colmeia para formar uma nova colônia, o que pode levá-las a se instalar temporariamente em áreas urbanas. Nesses casos, o ideal é não se aproximar nem tentar remover o enxame, acionando profissionais especializados se o local representar risco.

Além dos cuidados, o especialista reforça que as abelhas são fundamentais para o equilíbrio ambiental e a agricultura, já que 75% das plantas cultivadas dependem da polinização feita por elas. Em Santa Catarina, a apicultura é uma importante fonte de renda, com destaque para a produção de mel e outros derivados de alta qualidade.