A produção de erva-mate no Planalto Norte Catarinense tem se destacado nacionalmente graças ao modelo de cultivo em agroflorestas, que alia sustentabilidade e tradição. A região é responsável pela maior parte da produção estadual, cultivando a planta em áreas chamadas de caívas — locais sombreados por árvores nativas, como a araucária, sem uso de agrotóxicos. O resultado é uma erva-mate com sabor mais doce, folhas mais verdes e alto teor de cafeína, características que renderam à região, em 2022, o selo de Indicação Geográfica (IG) na categoria Denominação de Origem (DO).
Tecnologia e valorização
Esse reconhecimento foi possível graças ao trabalho da Epagri, que há mais de quatro décadas desenvolve pesquisas e tecnologias voltadas à cultura da erva-mate, especialmente por meio da Estação Experimental de Canoinhas. A empresa lançou o primeiro pacote tecnológico do Brasil para a planta e, em parceria com a Embrapa Florestas, apresentou o primeiro cultivar brasileiro: o SCSBRS Caa rari.
Para 2026, está prevista uma nova variedade adaptada ao cultivo em pleno sol, mantendo o diferencial de sabor. A Epagri também incentiva o uso do sombreamento com árvores nativas para melhorar a qualidade da produção.

Impacto econômico e ambiental
Hoje, um terço da erva-mate produzida em Santa Catarina vem de agroflorestas, modelo que conserva o solo e a água e evita o uso de químicos. Em 2023, o estado produziu 130 mil toneladas, movimentando R$ 176 milhões. Somente em 2024, a Epagri capacitou mais de 950 produtores em técnicas de cultivo e manejo sustentável.
Fonte: Epagri.