No Dia do Psicólogo, comemorado em 27 de agosto, a profissional Larissa Portella Franck, especialista em Psicopedagogia e atuante na Clínica Fonomar, em Canoinhas, destacou a relevância do trabalho da psicologia na saúde mental, especialmente das crianças. Segundo ela, um dos maiores desafios atuais é o uso excessivo de telas, que pode trazer prejuízos cognitivos, emocionais, sociais e até físicos, comprometendo o sono, a coordenação motora e a criatividade infantil.
Limites e rotina são essenciais
De acordo com a psicóloga, a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que crianças de até dois anos não tenham contato com telas. Entre os dois e cinco anos, o tempo deve ser limitado a uma hora por dia, podendo chegar a duas horas dos seis aos dez anos. Para Larissa, impor limites não basta: é preciso oferecer alternativas de brincadeiras, atividades ao ar livre e momentos de convivência em família. “O trabalho do psicólogo é uma parcela do desenvolvimento da criança. A participação dos pais é fundamental nesse processo”, ressaltou.
Além de estabelecer regras, Larissa reforça que os pais devem dar o exemplo. Se a criança percebe que os adultos passam a maior parte do tempo no celular, tende a repetir esse comportamento. O diálogo aberto e a construção de uma rotina equilibrada são ferramentas indispensáveis para reduzir o tempo diante das telas e estimular a socialização. “A criança precisa entender que existem outras possibilidades além do mundo digital”, afirmou.

Atenção aos sinais de alerta
Outro ponto de atenção destacado pela psicóloga é a mudança de comportamento. O excesso de tempo nas telas pode gerar ansiedade, agitação, queda no rendimento escolar e até exposição a riscos nas redes sociais, especialmente na adolescência. Para ela, o acompanhamento constante e a confiança entre pais e filhos são fundamentais para prevenir problemas maiores.
Por fim, a profissional deixou uma mensagem especial em homenagem ao Dia do Psicólogo: “Nossa profissão é muito linda e tem o objetivo de acolher todas as demandas, da infância à terceira idade. Que possamos continuar ajudando a todos que precisam de atenção e cuidado com a saúde mental”.