Um novo relatório internacional da OCDE revela que, embora as pessoas estejam vivendo por mais tempo, a qualidade de saúde na longevidade é um desafio. O estudo aponta que a geração atual convive com um número maior de doenças crônicas não transmissíveis, como problemas cardíacos, diabetes, câncer e enfermidades pulmonares, em comparação com as gerações passadas. O envelhecimento da população e a maior sobrevivência a condições graves explicam por que mais pessoas agora convivem com múltiplas doenças ao mesmo tempo.
Os dados indicam que esse cenário pode causar um impacto financeiro significativo, com a previsão de que os gastos anuais com saúde por pessoa subam até 50% em determinadas regiões. A análise reforça que o aumento das doenças de longa duração exige um acompanhamento contínuo e transformações nas sociedades modernas. O documento destaca que a prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais para tentar reduzir as consequências sociais e econômicas desse avanço das doenças crônicas.
Especialistas que participaram do levantamento afirmaram que o investimento em tratamentos adequados é a principal via para aliviar a pressão sobre os sistemas de saúde. O relatório conclui que o aumento no tempo de vida não foi acompanhado proporcionalmente por anos de vida saudável, o que coloca o manejo dessas condições de saúde como uma prioridade global para os próximos anos.