Canoinhas celebra em 3 de maio o dia de sua padroeira, a Santa Cruz. O significado é duplo: a data remete ao dia em que uma cruz feita de madeira de imbuia foi erguida em cerimônia com a presença de Francisco de Paula Pereira, fundador da cidade, e do monge João Maria de Jesus; e também ao desembarque de Paula Pereira no rio Canoinhas, que deu origem à vila que se tornaria o município.
Um símbolo de fé e resistência
A cruz, que inicialmente ficou sob um simples telhado, teve sua primeira igreja construída em 1914, junto ao que também foi o primeiro cemitério da cidade. Em 1945, o templo foi destruído por um incêndio, mas a cruz resistiu às chamas, alimentando ainda mais o simbolismo de proteção e fé. O monge João Maria teria dito que a cruz jamais poderia desaparecer, pois Canoinhas sumiria junto com ela.
Tradição mantida por gerações

Mesmo após mais de 114 anos, a cruz permanece firme, mesmo tendo sido alvo de vandalismo em 2015, quando foi arrancada e deixada em um estacionamento. Ainda assim, ela voltou ao seu lugar e segue sendo local de peregrinação e oração para muitos moradores. A data é celebrada com orgulho pelos canoinhenses e também inspirou o Hino de Canoinhas, que exalta a cidade como “Princesa Gentil do Planalto” e destaca a importância da Santa Cruz na formação da história e da identidade local.