Durante as férias escolares, muitos pais enfrentam o desafio de equilibrar o uso de celulares, tablets e televisões com outras formas de entretenimento para os filhos. Embora as telas possam ajudar em determinados momentos da rotina, especialistas alertam que elas não devem ser a única opção de lazer. A recomendação é oferecer atividades que despertem a curiosidade e incentivem o desenvolvimento infantil, tornando a redução do tempo de tela um processo natural.
Segundo a especialistas, o ideal não é simplesmente proibir o uso dos dispositivos eletrônicos, mas apresentar alternativas capazes de despertar o interesse das crianças. Para os pequenos de 2 a 4 anos, massinhas de modelar, pintura e brinquedos de encaixe ajudam a desenvolver a coordenação motora e a imaginação. Entre 5 e 7 anos, jogos de tabuleiro, quebra-cabeças e brincadeiras em grupo estimulam o raciocínio lógico e a socialização. Já para crianças de 8 a 12 anos, atividades como pintura, artesanato e projetos manuais, principalmente quando realizados em família, podem competir com o tempo dedicado às telas.
Uso excessivo preocupa especialistas
Dados de uma pesquisa realizada pelo Datafolha, a pedido da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, mostram que 94% das crianças entre 4 e 6 anos utilizam telas diariamente. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam que crianças com até 2 anos não sejam expostas a telas, devido aos possíveis impactos no desenvolvimento. Entre os principais riscos do uso excessivo estão atrasos na fala e na concentração, sedentarismo, obesidade infantil, miopia precoce, além de problemas emocionais, como ansiedade, irritabilidade, isolamento social e dificuldade de autorregulação. Especialistas destacam que pequenas mudanças na rotina e a participação ativa da família nas brincadeiras podem contribuir para hábitos mais saudáveis durante as férias e ao longo do ano.