
A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) expressou preocupação com o aumento abrupto na tarifa de energia elétrica devido à adoção da bandeira vermelha patamar 2, anunciada pela Aneel no final de agosto. A FIESC destaca que a falta de previsibilidade nos reajustes impede que as indústrias, especialmente as micro e pequenas, possam se preparar adequadamente para absorver os custos, o que prejudica a gestão financeira do setor.
O presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, ressaltou que o impacto é maior nas pequenas indústrias que operam no mercado cativo, mais vulneráveis às variações tarifárias. Para ele, a ausência de um aviso antecipado sobre o aumento dificulta a implementação de estratégias para mitigar os efeitos da alta, o que compromete o planejamento de preços e custos das empresas.
A Federação defende que a Aneel forneça previsões mais assertivas para evitar surpresas negativas. O presidente da Câmara de Assuntos de Energia da FIESC, Manfredo Gouvea Junior, destacou que a tarifa passou da bandeira verde, a mais barata, diretamente para a vermelha patamar 2 em um curto intervalo, impactando ainda mais o setor industrial.