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Governo Federal aumenta Imposto e setor de transportes se posiciona: “Retrocesso inaceitável”

Fetrancesc repudia elevação do imposto anunciada pelo Governo Federal e alerta para impactos diretos no custo do frete, no consumidor final e na segurança viária.

A Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística de Santa Catarina (Fetrancesc) divulgou nota de repúdio ao aumento das alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), anunciado pelo Governo Federal nesta quinta-feira (22). Segundo a entidade, a medida eleva o custo do crédito para empresas de 0,38% para 0,95%, com teto de 3,95% ao ano, e representa um grave obstáculo para o setor de transporte rodoviário de cargas, responsável por mais de 65% da movimentação logística no Brasil.

Mais impostos, menos competitividade

Para a Fetrancesc, a decisão do governo tem fins exclusivamente arrecadatórios e atinge de forma direta quem move a economia nacional. O setor já enfrenta diversos desafios estruturais, como estradas precárias, alto custo de combustíveis e insegurança nas estradas. O aumento do IOF deve agravar ainda mais a situação, especialmente para pequenas e médias transportadoras, que dependem de financiamentos e linhas de crédito para renovar a frota, garantir a segurança e manter suas atividades operando.

Impacto na cadeia logística e no bolso do consumidor

A entidade alerta que o aumento pode provocar a elevação dos custos operacionais, repassados ao consumidor final, além de reduzir a renovação de frotas, o que afeta a segurança viária e o meio ambiente. Mesmo com a arrecadação do IOF crescendo nos últimos anos (de R$ 21,6 bilhões em 2020 para R$ 67,4 bilhões previstos em 2024), o governo projeta arrecadar mais R$ 61 bilhões até 2026 com a nova alíquota. Diante disso, o presidente da Fetrancesc, Dagnor Schneider, faz um apelo ao Governo Federal para que revogue imediatamente a medida, classificada como “um retrocesso inaceitável”, frisou Schneider.

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