
Pessoas físicas e empresas que perderam o prazo para sacar os R$ 8,6 bilhões de recursos esquecidos nas instituições financeiras terão mais seis meses para requerer os valores, conforme anúncio do Ministério da Fazenda. Um novo edital será publicado com informações detalhadas sobre os valores, instituições e contas relacionadas. Caso o dinheiro não seja solicitado em 25 anos, ele será incorporado à União, mas isso não se trata de confisco.
Os recursos não retirados até o novo prazo serão transferidos para a conta única do Tesouro Nacional, conforme a lei que compensa a prorrogação da desoneração da folha de pagamento de setores da economia. Até agora, o Banco Central devolveu R$ 8 bilhões dos R$ 16,6 bilhões disponíveis. As pessoas e empresas ainda terão um período judicial de seis meses, a partir da publicação do edital, para reivindicar o direito aos valores.
O Sistema de Valores a Receber (SVR), gerido pelo Banco Central, permite que tanto empresas extintas quanto herdeiros de pessoas falecidas consultem e resgatem valores esquecidos em contas bancárias e outras instituições. Até o momento, a maior parte dos recursos não sacados pertence a pessoas físicas (R$ 6,62 bilhões), enquanto R$ 1,97 bilhão está vinculado a empresas.