A Grécia decidiu adotar uma postura rígida contra os impactos negativos do mundo digital na juventude. O governo anunciou que, a partir de 1º de janeiro de 2027, menores de 15 anos estarão proibidos de acessar redes sociais no país. O primeiro-ministro, Kyriakos Mitsotakis, justificou a decisão apontando o design viciante das plataformas e o aumento alarmante de problemas como ansiedade e distúrbios do sono entre os jovens. A Grécia, que já proíbe o uso de celulares dentro das escolas, agora segue o exemplo de países como a Austrália, buscando proteger a saúde mental das novas gerações.
Multas bilionárias e fiscalização
Para garantir que a lei seja cumprida, o governo grego prevê punições severas para as gigantes da tecnologia. As empresas que não barrarem o acesso de menores poderão ser multadas em até 6% do seu faturamento global, seguindo as diretrizes da Lei de Serviços Digitais da União Europeia. Embora plataformas como Meta, TikTok e Snapchat questionem a eficácia da proibição, elas já confirmaram que vão se adaptar às novas normas. O país também espera que essa iniciativa pressione a União Europeia a adotar restrições semelhantes para todos os estados-membros do bloco.
A nova regra não foi tomada de forma isolada e conta com a aprovação de cerca de 80% da população grega. Segundo o governo, a medida foi amplamente discutida com pais e especialistas em educação e saúde antes de ser oficializada. Mitsotakis destacou que o foco é garantir um ambiente mais seguro para o desenvolvimento dos adolescentes, limitando a exposição a algoritmos que estimulam o uso excessivo. A expectativa agora gira em torno de como as redes sociais implementarão os sistemas de verificação de idade para cumprir a exigência legal.