A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2024 (PNAD Contínua), divulgada pelo IBGE, mostra mudanças significativas na estrutura domiciliar e no perfil da população de Santa Catarina. Entre os destaques, estão o aumento de pessoas vivendo sozinhas, o envelhecimento da população e o crescimento no número de imóveis alugados. Segundo o superintendente estadual do IBGE, Roberto Gomes, os dados refletem transformações sociais, econômicas e demográficas importantes.
Os domicílios unipessoais — formados por apenas uma pessoa — passaram de 11,6% em 2012 para 17,8% em 2024. Um dos fatores que explicam essa tendência é o saldo migratório positivo do estado, o maior do país, que atrai moradores de outras regiões e do exterior. Muitas vezes, uma única pessoa da família se muda primeiro para Santa Catarina em busca de emprego, trazendo os demais parentes somente depois.
Outro dado relevante é o envelhecimento populacional: pessoas com 60 anos ou mais já representam 15,6% dos catarinenses, quase 5 pontos percentuais a mais que em 2012. Essa mudança deve impactar diretamente a formulação de políticas públicas, com maior demanda por serviços voltados à terceira idade.
Além disso, 28,8% dos lares catarinenses vivem de aluguel. Apesar desses desafios, o estado se destaca por ter a quarta maior média salarial do país e liderar a posse de bens como carros, geladeiras e máquinas de lavar, reflexo de sua economia sólida.
Fonte: Acaert.