A China importou 13,92 milhões de toneladas de soja em maio, um volume recorde que representa mais do que o dobro do total registrado em abril, segundo dados divulgados pela alfândega do país nesta segunda-feira (9). A alta nas compras foi impulsionada pela normalização do desembaraço alfandegário e pela retomada das operações nas plantas de esmagamento, que voltaram a funcionar com mais de 50% de capacidade. Em abril, as importações haviam despencado para 6,08 milhões de toneladas, o menor patamar em dez anos, devido a atrasos na colheita brasileira e problemas logísticos.
A melhora na velocidade de liberação dos navios, que voltou ao padrão de cerca de duas semanas — antes levava até 25 dias — contribuiu para acelerar a entrada do grão no país. Em comparação com maio do ano passado, as importações cresceram 36,2%, superando até as expectativas dos analistas, que projetavam entre 12 e 12,5 milhões de toneladas. Apesar do forte desempenho em maio, o acumulado dos cinco primeiros meses do ano ainda está 0,7% abaixo do mesmo período de 2024, com 37,11 milhões de toneladas importadas.
Brasil lidera as exportações
O Brasil segue como o principal fornecedor de soja para a China, aproveitando o pico da safra, que ocorre entre março e junho. Somente em maio, o Brasil exportou 14,10 milhões de toneladas, superando o volume do mesmo mês do ano passado. Para junho, a previsão da Anec (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais) é de uma leve queda, com 12,55 milhões de toneladas estimadas. Já na Argentina, terceiro maior produtor mundial, fortes chuvas atrasaram a colheita, mas a produtividade permanece acima do esperado, segundo a Bolsa de Grãos de Rosário.
Fonte: CNN.