
Com a tabela progressiva do Imposto de Renda (IR) congelada em 2025, contribuintes que recebem acima de R$ 2.824, pouco menos de dois salários-mínimos, continuarão pagando o tributo. A promessa do governo de elevar a faixa de isenção para R$ 5 mil foi adiada e só deve ser enviada ao Congresso após a aprovação do Orçamento de 2025. O adiamento ocorreu devido a inconsistências nos cálculos da Receita Federal, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
A última atualização da faixa de isenção ocorreu em fevereiro de 2024, passando de R$ 2.640 para R$ 2.824, enquanto as demais faixas seguem inalteradas desde 2015. Para garantir a isenção a quem ganha até dois salários-mínimos, a Receita aplica um desconto simplificado de R$ 564,80. No entanto, contribuintes com despesas dedutíveis maiores, como saúde, educação e dependentes, podem optar por cálculos específicos para reduzir o valor devido.
Confira a tabela progressiva mensal do IR com o desconto aplicado ao salário:
• Até R$ 2.259,20: Alíquota zero (isento).
• De R$ 2.259,21 até R$ 2.826,65: Alíquota de 7,5%, parcela a deduzir de R$ 169,44.
• De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05: Alíquota de 15%, parcela a deduzir de R$ 381,44.
• De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68: Alíquota de 22,5%, parcela a deduzir de R$ 662,77.
• Acima de R$ 4.664,68: Alíquota de 27,5%, parcela a deduzir de R$ 896.