A inadimplência no crédito rural atingiu um novo recorde histórico no Brasil, chegando a 7,4% entre produtores rurais pessoas físicas em fevereiro de 2026. Os dados foram divulgados pelo Banco Central e mostram um avanço significativo em relação ao mesmo período do ano passado, quando o índice era de 2,9%. O número considera operações com mais de 90 dias de atraso, indicando uma crescente dificuldade dos produtores em manter os pagamentos em dia.
O principal fator por trás desse aumento está nas operações com taxas de mercado, onde a inadimplência disparou para 13,8%, o maior patamar desde o início da série histórica, em 2011. Já nos financiamentos com juros controlados, o índice também subiu, chegando a 2,8%, embora ainda abaixo de níveis registrados em anos anteriores. Entre as pessoas jurídicas, a inadimplência é menor, ficando em 0,7% no geral, com leve variação entre linhas de crédito.
Além do aumento nos atrasos, o volume de novos financiamentos também apresentou queda. Em fevereiro, foram liberados R$ 9,7 bilhões para pessoas físicas, abaixo dos meses anteriores. No acumulado do Plano Safra 2025/2026, os desembolsos somam R$ 152,2 bilhões, com taxa média de juros de 11,7% ao ano. Especialistas apontam que o cenário pode impactar diretamente o planejamento da próxima safra, exigindo maior cautela dos produtores e atenção às condições de financiamento.