• https://cast.youngtech.radio.br/radio/8370/radio
  • Rádio Clube de Canoinhas 94,9 FM

Invasão de javalis preocupa produtores e autoridades em Santa Catarina

Deputado Rafael Pezenti cobra ação do governo federal para controlar avanço da espécie e evitar risco sanitário.

O avanço descontrolado dos javalis pelo território brasileiro tem gerado preocupação crescente entre produtores rurais e autoridades, especialmente em estados livres de doenças como a febre aftosa. O deputado federal catarinense Rafael Pezenti (MDB), membro da Frente Parlamentar da Agropecuária, alertou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, sobre os riscos econômicos e sanitários provocados por essa espécie invasora, que se reproduz rapidamente e não possui predadores naturais.

Segundo Pezenti, a burocracia para controle da espécie atrasa a liberação de armas, documentos e autorizações necessárias para o abate. “Hoje demora até um ano para conseguir regularizar uma arma nova e cerca de quatro meses para obter a guia de tráfego”, denunciou o parlamentar. O ministro se comprometeu a propor uma medida interministerial envolvendo Ministério da Agricultura, Ibama e Exército para acelerar o processo. “É uma praga que destrói lavouras e ameaça o status sanitário do Brasil”, alertou Pezenti.

O risco de contaminação por doenças como a peste suína e a febre aftosa é uma das maiores preocupações. Santa Catarina, por exemplo, não registra casos de febre aftosa há 30 anos. “Se um javali infectar um rebanho, todo nosso mercado de exportação de carne pode ser comprometido”, reforça o deputado. Para manter o controle da população de javalis, a estimativa é que pelo menos um milhão de animais precisem ser abatidos em 2025. O apelo agora é por agilidade nas ações do governo para evitar que a situação fuja ainda mais do controle.

Autor:

Compartilhe

Publicações relacionadas

Estimativas apontam redução nas áreas de alho, cebola e trigo; segundo os especialistas, o clima
Mandados são cumpridos em Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul
Mais de 1 milhão de beneficiários ainda não aderiram ao acordo de ressarcimento; cerca de
Não existem mais publicações para exibir