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Justiça determina retomada de câmeras corporais na PM de Santa Catarina

Governo do Estado tem até 90 dias para apresentar plano de reimplantação na PM sob pena de multa diária de R$ 50 mil

A Justiça de Santa Catarina emitiu a decisão de que o Governo do Estado tem um prazo de até 90 dias para elaborar e apresentar um plano para a reimplantação do uso de câmeras corporais pela Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC). Essa medida responde a pedidos do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e da Defensoria Pública do Estado, buscando sanar a lacuna deixada após o encerramento do programa em setembro de 2024 por decisão do comando da PMSC. O plano de retomada deve ser detalhado e incluir informações cruciais sobre custos envolvidos, fontes de financiamento identificadas, um cronograma de implantação progressivo e protocolos operacionais claros. Vale destacar que o descumprimento dessa determinação judicial acarreta uma multa diária substancial de R$ 50 mil para o Estado.

A decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública da Capital foi clara e objetiva ao impor a retomada obrigatória e progressiva dos equipamentos de gravação de áudio e vídeo durante as abordagens policiais. A prioridade estabelecida para a reimplantação inclui situações específicas, como ocorrências sem mandado judicial, controle de distúrbios civis e casos de violência doméstica, onde a documentação visual é crucial para a segurança e a legalidade dos atos. O MPSC, ao fundamentar a importância dessa medida, destacou que o uso de câmeras corporais é essencial não apenas para garantir a transparência nas interações entre policiais e cidadãos, protegendo direitos fundamentais, mas também para qualificar as provas coletadas em investigações e, igualmente importante, auxiliar na proteção dos próprios policiais durante o exercício de suas funções, reduzindo conflitos e falsas acusações.

A Justiça determinou a criação de um Comitê Intersetorial Permanente. Esse órgão terá como missão fundamental fiscalizar de perto o programa de câmeras, acompanhar seus resultados e avaliar o impacto dessa política pública no cotidiano da segurança pública estadual. Adicionalmente, e com um prazo de até 180 dias, o Estado foi obrigado a elaborar um plano de redução da letalidade policial em Santa Catarina, que contemple estratégias concretas e metas para diminuir os índices de mortes em confrontos. O Governo do Estado já se manifestou sobre a decisão, indicando que está analisando os termos da determinação judicial e avaliando os próximos passos legais. A decisão é passível de recurso.

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