O fenômeno La Niña pode ocorrer de forma mais fraca nos próximos meses, segundo previsão divulgada pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) nesta quinta-feira (4). A entidade aponta 55% de chance de que o evento tenha baixa intensidade até fevereiro de 2026. Apesar do resfriamento temporário que o fenômeno costuma causar, regiões do Hemisfério Norte e algumas áreas do Hemisfério Sul ainda devem registrar temperaturas acima da média no trimestre à frente.

O La Niña ocorre quando há um resfriamento em larga escala da superfície do oceano no Pacífico equatorial central e oriental, influenciando ventos, pressão atmosférica e padrões de chuva. Porém, dados do oceano e da atmosfera de novembro mostram que o fenômeno está apenas no limite de se formar. A OMM prevê que, entre janeiro e abril, as condições devem voltar à neutralidade climática. Também há baixa chance de formação de um novo El Niño, que costuma provocar efeitos opostos no clima.

De acordo com a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, previsões como essa orientam setores diretamente dependentes do clima, como agricultura, energia, saúde e transporte. A entidade reforça que La Niña e El Niño são fenômenos naturais, mas seus efeitos vêm sendo potencializados pelas mudanças climáticas induzidas pelo homem, que vêm elevando as temperaturas globais e alterando padrões de chuva em longo prazo.