
O presidente Lula anunciou no domingo (26) que irá dialogar com atacadistas, donos de supermercados e produtores em busca de alternativas para reduzir os preços dos alimentos. Segundo o Presidente, fatores como a alta do dólar, condições climáticas adversas e aumento na demanda contribuíram para o aumento dos preços de itens básicos, como carnes, leite e frutas.
De acordo com o IPCA de 2024, a inflação dos alimentos subiu 8,23%. Para conter esse impacto, o governo estuda reduzir o imposto de importação para alimentos, como anunciou o ministro da Casa Civil, Rui Costa. A medida busca baratear produtos quando estiverem mais baratos no mercado externo, o que poderia estabilizar os preços no Brasil. O governo também pretende realizar reuniões com representantes do setor produtivo e do varejo para discutir soluções sustentáveis, evitando práticas como o tabelamento de preços.
A proposta gerou críticas no Congresso. O deputado Pedro Lupion (PP-PR), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, classificou a redução de tarifas como “demagógica” e defendeu cortes de gastos públicos como alternativa. Apesar das controvérsias, o Planalto enxerga a estabilização dos preços dos alimentos como essencial para recuperar a popularidade do governo, que enfrenta crescente desaprovação.