
O quinto boletim de monitoramento da cigarrinha-do-milho em Santa Catarina revela um aumento no número de insetos infectados com patógenos que causam enfezamentos nas lavouras de milho em estágios iniciais. A recomendação é que os produtores adotem medidas de manejo, como o uso de sementes tratadas e aplicação de inseticidas, para controlar a infestação e proteger a colheita.
Maria Cristina Canale Rappussi da Silva, pesquisadora da Epagri, destaca a importância de seguir as instruções das embalagens dos produtos químicos para garantir uma aplicação eficaz. O monitoramento, que começou em agosto, continuará ao longo da safra e da safrinha, com um total de 40 boletins programados. Até o momento, a média estadual de cigarrinhas é baixa, mas o aumento já é perceptível nas áreas onde o milho foi semeado.
A pesquisa também detectou a presença do fitoplasma do enfezamento vermelho em algumas regiões, como Guatambu e Chapecó, mas não encontrou o espiroplasma associado aos enfezamentos, o que é considerado positivo. A presença do vírus do mosaico estriado tem sido frequente, enquanto o vírus do rayado fino permanece ausente. A Epagri recomenda a eliminação de milho voluntário para reduzir os abrigos para as cigarrinhas.