
O mercado financeiro revisou para cima a projeção de inflação para 2025, passando para 5,51%, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (3). A estimativa supera o teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3% com margem de tolerância de até 4,5%. Para os próximos anos, as previsões também foram ajustadas: 4,28% para 2026, 3,9% para 2027 e 3,74% para 2028.
A projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) segue em 2,06% para este ano, mesma taxa da semana passada. Já a taxa básica de juros, a Selic, permaneceu em 15%, o maior nível desde setembro de 2023, quando também estava em 13,25%. O Comitê de Política Monetária (Copom) justificou o aumento devido às incertezas econômicas e à alta do dólar. A medida, no entanto, foi criticada pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, por encarecer o crédito e desestimular o consumo.
No câmbio, o mercado prevê que o dólar encerre 2025 cotado a R$ 6, mesma projeção para 2026. Em 2027, a expectativa é de uma leve queda para R$ 5,93, com nova alta para R$ 6 em 2028. O cenário reflete as preocupações com a economia global e os gastos públicos no Brasil, fatores que influenciam as decisões do Banco Central e a percepção do mercado sobre a política monetária.