
O Mercosul e a União Europeia concluíram um acordo comercial histórico nesta sexta-feira (6), em Montevidéu, Uruguai, durante a Cúpula de Presidentes do Mercosul. Após 25 anos de negociações, os blocos firmaram o tratado que eliminará a maioria das tarifas entre as duas regiões, criando um mercado de mais de 700 milhões de consumidores. A decisão foi impulsionada por países como Brasil, Alemanha e Espanha, com o objetivo de finalizar o acordo antes da posse de Donald Trump na presidência dos EUA, prevista para janeiro, devido ao temor de uma nova onda de guerra tarifária.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, classificou o tratado como uma “necessidade política e econômica”. Ela destacou que o acordo não apenas remove barreiras comerciais, mas fortalece valores democráticos e cria oportunidades para cadeias de valor e indústrias estratégicas. O presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, enfatizou que o tratado é uma oportunidade de desenvolvimento para os países envolvidos, sem soluções mágicas, mas com potencial de acelerar investimentos e geração de empregos.
O acordo permitirá que países do Mercosul, como Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, exportem produtos como carne, açúcar e mel para a Europa, enquanto a União Europeia poderá ampliar suas exportações de veículos, máquinas e produtos farmacêuticos. O texto final também inclui salvaguardas para proteger agricultores europeus, atendendo a preocupações ambientais e econômicas que atrasaram a aprovação definitiva desde 2019. Agora, o tratado será submetido à ratificação dos parlamentos de cada país envolvido.