
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o horário de verão pode ser retomado em novembro caso a grave estiagem que afeta o país persista. Segundo ele, esta é a pior seca dos últimos 74 anos, impactando diretamente o setor elétrico, que sofre com a queda no volume de água e o aumento no consumo de energia. O horário de verão, que adianta os relógios em uma hora, é uma estratégia para reduzir o consumo de eletricidade no fim do dia.
Silveira destacou que a decisão ainda não está tomada, mas poderá ser necessária se o cenário não melhorar nas próximas semanas. O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (SEMADEM) informou que o volume hídrico atual é o menor desde o início dos registros, em 1950, o que agrava o problema energético no país. O ministro também ressaltou a importância de avaliar a questão com responsabilidade, devido aos impactos no setor elétrico e ao custo da energia.
O ministro se reuniu com representantes das companhias aéreas e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que expressaram preocupações sobre os efeitos da volta do horário de verão em outubro, especialmente quanto ao planejamento de voos e à divulgação dos resultados das eleições municipais. No entanto, Silveira indicou que, caso a medida seja adotada, será em novembro, para evitar esses transtornos.