
A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) iniciou o monitoramento da cigarrinha-do-milho para a safra 2024-2025, acompanhando 60 lavouras ao longo de 40 semanas. O objetivo é identificar a presença desse inseto, que é vetor das doenças do complexo do enfezamento.
Na segunda semana de monitoramento, a média encontrada foi de quatro cigarrinhas por armadilha, um número considerado baixo pela pesquisadora Maria Cristina Canale Rappussi da Silva. Ela destaca que a presença de patógenos associados à cigarrinha também foi reduzida, com mosaico estriado detectado em poucas regiões e outros patógenos ainda não encontrados em níveis significativos.
Maria Cristina Canale ressalta que, embora a infectividade natural nos insetos capturados seja baixa, é importante que os produtores adotem medidas preventivas durante a entressafra. A pesquisadora recomenda o manejo de plantas voluntárias, como milho tiguera, que pode servir como abrigo para cigarrinhas e fonte de inóculo. Além disso, sugere a utilização de milhos tolerantes às doenças e a aplicação de inseticidas nas primeiras fases das lavouras para proteger as plantações comerciais.
O Programa de Monitoramento da Cigarrinha do Milho foi criado em 2021 e envolve diversas instituições, incluindo a Epagri, a Universidade do Estado, CIDASC, FAESC, FETAESC e outros parceiros. Este monitoramento é crucial para garantir a saúde das lavouras e minimizar os impactos das pragas e doenças na produção de milho em Santa Catarina.