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Morte da última paciente a viver com pulmão de aço reforça importância da vacinação contra a poliomielite

Martha Lillard passou 73 anos dependente do equipamento após contrair poliomielite na infância; caso simboliza uma era superada graças à imunização

A morte da americana Martha Ann Lillard, aos 78 anos, marcou o fim de um capítulo da história da medicina. Natural de Oklahoma, ela era considerada a última pessoa nos Estados Unidos a viver com um pulmão de aço, equipamento utilizado para manter sua respiração após contrair poliomielite aos cinco anos de idade. Martha faleceu no dia 26 de junho de 2026, depois que o aparelho, fabricado na década de 1950, deixou de funcionar e não pôde ser consertado por falta de peças de reposição. Sua trajetória ficou conhecida por representar os impactos da doença antes da vacinação em massa.

O que era o pulmão de aço?

O pulmão de aço era um grande cilindro metálico que envolvia praticamente todo o corpo do paciente, deixando apenas a cabeça para fora. O equipamento funcionava por meio da alteração da pressão do ar, ajudando os pulmões a expandirem e contraírem quando os músculos respiratórios estavam paralisados. Martha viveu 73 anos dependente desse dispositivo, já que a poliomielite comprometeu sua capacidade de respirar sozinha. Com os avanços da medicina, o equipamento tornou-se obsoleto e foi substituído por ventiladores mecânicos mais modernos, confortáveis e eficientes. Apesar da evolução dos tratamentos respiratórios ao longo das décadas, Martha não conseguiu se adaptar às tecnologias mais recentes e permaneceu utilizando o pulmão de aço até o fim da vida.

Vacinação mudou a história da doença

O caso de Martha também evidencia a importância da vacinação contra a poliomielite. Ela foi infectada apenas dois anos antes do início da campanha de imunização em massa nos Estados Unidos, que posteriormente foi adotada em diversos países e reduziu drasticamente os casos da doença. A poliomielite é uma infecção viral que pode causar paralisia permanente e, nos casos mais graves, comprometer os músculos responsáveis pela respiração. Graças à vacinação, situações como a vivida por Martha se tornaram raras, reforçando a necessidade de manter o calendário vacinal em dia para evitar o retorno de doenças que já podem ser prevenidas.

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