Santa Catarina registrou aumento de 26,6% nas mortes por intervenção legal de agentes do Estado em 2025, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública. Ao todo, foram 100 óbitos em confrontos envolvendo policiais, contra 79 no ano anterior. O dado chama atenção por seguir na contramão da maioria dos indicadores criminais, já que, dos 14 crimes violentos monitorados, 11 apresentaram redução, e sete atingiram os menores índices históricos.
O comandante-geral da Polícia Militar de Santa Catarina, coronel Emerson Fernandes, afirma que toda morte em intervenção policial é um resultado indesejado, mas destaca que, nos casos registrados, a iniciativa do confronto partiu dos criminosos.
Segundo ele, o aumento está relacionado à intensificação de operações policiais de alto risco e ao crescimento na apreensão de armas de fogo, muitas delas de alto poder ofensivo. “O objetivo da PM é sempre prender o criminoso e preservar vidas, mas quando há ameaça direta contra o policial, a corporação reage”, explicou.
Um dos episódios citados ocorreu em Navegantes, no Litoral Norte, durante uma operação da Polícia Civil. Um homem de 30 anos, investigado por sequestros e homicídios, morreu após reagir à abordagem policial. De acordo com o delegado Anselmo Cruz, da Delegacia de Roubos e Antissequestro da DEIC, o suspeito tentou atirar contra os agentes ao se sentir cercado. Nenhum policial ficou ferido.
As investigações seguem, já que há outros envolvidos nos crimes. Em 2025, as forças de segurança apreenderam 2.354 armas de fogo não registradas em Santa Catarina.