Cada vez mais, as mulheres assumem um papel central na produção, na gestão e na tomada de decisões no campo. No Brasil, conforme o último Censo Agropecuário, realizado em 2017, elas somavam 6,1 milhões: 4,37 milhões atuavam como trabalhadoras rurais, 946 mil dirigiam estabelecimentos rurais e 817 mil participavam como codiretoras.
Além de atuarem diretamente nas atividades produtivas, elas se destacam como gestoras, empreendedoras e líderes, contribuindo para propriedades mais organizadas, eficientes e sustentáveis. Essa transformação tem sido impulsionada pelo acesso ao conhecimento, à capacitação e ao reconhecimento do protagonismo feminino no meio rural.
Iniciativas como o Programa Pró Campo Mulher, que reuniu produtoras de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná, mostram como a capacitação adequada à realidade do campo fortalece as mulheres. Ao longo da formação, foram trabalhados temas como gestão financeira, organização da propriedade, bem-estar animal e autoconhecimento, preparando as participantes para administrar melhor seus negócios e ampliar a segurança nas decisões do dia a dia.
Mais do que técnica, o fortalecimento feminino no campo gera impacto social e econômico. Mulheres capacitadas tendem a promover melhorias contínuas, estimular a sucessão familiar e ampliar a visão de futuro das propriedades. O resultado é um campo mais inovador, sustentável e humano, onde a presença feminina deixa de ser coadjuvante e se consolida como peça-chave no desenvolvimento rural.