O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a oferecer o transplante de membrana amniótica como tratamento para pacientes com diabetes e problemas de visão. Essa tecnologia utiliza uma camada da placenta, coletada após o parto, que funciona como um curativo biológico para acelerar a recuperação de tecidos. A estimativa é que a novidade beneficie mais de 860 mil pessoas anualmente em todo o país.
O tratamento é indicado principalmente para feridas que não cicatrizam com facilidade, como o pé diabético, e para lesões graves nos olhos, como queimaduras e úlceras de córnea. Segundo informações técnicas, o uso dessa membrana pode reduzir dores e riscos de infecções, além de diminuir as chances de complicações mais sérias ou amputações. O material ajuda as células do próprio paciente a se multiplicarem, regenerando a pele de forma mais rápida.
A inclusão do procedimento foi oficializada após análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). O novo método se torna uma alternativa importante para casos que não respondem bem aos tratamentos comuns. Com a aplicação da membrana, as feridas podem fechar em um tempo significativamente menor, proporcionando mais bem-estar e agilidade na recuperação de quem convive com doenças crônicas.