
A equipe econômica do governo federal apresentou nesta segunda-feira (02) detalhes sobre a proposta de orçamento para 2025, que agora tramita no Congresso Nacional. Um dos principais desafios apontados é o impacto significativo dos gastos obrigatórios com a Previdência Social e o salário do funcionalismo público. A previsão é que as despesas com aposentadorias e pensões alcancem R$ 1 trilhão, um aumento de R$ 71 bilhões em relação a 2024. Já os gastos com pessoal e encargos sociais devem somar R$ 108 bilhões de reais, crescendo R$ 36,5 bilhões em comparação ao ano anterior.
Mesmo diante dessa pressão sobre o orçamento, o governo incluiu na proposta um superávit primário de R$ 10,7 bilhões de reais para 2025, um resultado inicialmente neutro que reflete o compromisso com a responsabilidade fiscal. O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, destacou a colaboração do Congresso Nacional, especialmente do presidente da Câmara, Arthur Lira, na tramitação de reformas e agendas econômicas. Durigan enfatizou a importância de Lira como parceiro na busca pela estabilidade fiscal do país, reconhecendo o papel do Congresso nas negociações e na aprovação de projetos econômicos.
Além disso, o governo propôs um novo valor para o salário-mínimo em 2025, que será de R$ 1.509, representando um aumento de R$ 97 em relação ao valor atual. Esse reajuste considera a inflação do período e o PIB de 2023, sendo superior ao valor previsto no projeto de lei de diretrizes orçamentárias enviado em abril. A proposta orçamentária total para 2025 é de R$ 5,8 trilhões, e sua aprovação está prevista para ocorrer até o final do ano.