Peixes como cação, peixe-espada, atum, pescada grande, badejo, garoupa e dourado-do-mar estão entre as espécies que exigem maior atenção do consumidor. Embora o peixe seja amplamente associado a uma alimentação saudável, esses animais são predadores de topo da cadeia alimentar e vivem muitos anos, o que favorece o acúmulo de mercúrio e outros metais pesados ao longo da vida. Essas toxinas não são eliminadas no preparo do alimento e podem representar um risco silencioso à saúde.
Riscos ao cérebro e ao coração
O peixe-espada e o cação, por exemplo, apresentam níveis elevados de mercúrio e podem causar impactos no sistema nervoso e cardiovascular quando consumidos regularmente. Gestantes e crianças estão entre os grupos mais vulneráveis e devem evitar essas espécies. O badejo, a garoupa e o dourado-do-mar seguem a mesma lógica, já que também são peixes grandes e que vivem muito tempo, com risco de contaminação cumulativa ao longo do tempo.
Já o atum, muito popular em versões frescas, enlatadas e na culinária japonesa, concentra mais mercúrio nas espécies maiores, enquanto a pescada grande pode apresentar níveis elevados devido ao tamanho e à idade do peixe. Especialistas recomendam moderar o consumo, priorizar peixes menores e variar as fontes de proteína marinha. A diversificação do cardápio é considerada a melhor estratégia para aproveitar os benefícios do peixe sem comprometer a saúde a longo prazo.