Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) descobriram que o rinovírus, principal causador do resfriado comum, pode permanecer “escondido” no organismo de crianças mesmo quando não há sintomas aparentes. O estudo analisou tecidos de quase 300 pacientes mirins (crianças) e identificou que o vírus continua presente e ativo no corpo.
De acordo com a pesquisa, as amígdalas e adenoides funcionam como verdadeiros “reservatórios” do vírus. Nesses locais, o rinovírus consegue se multiplicar de forma silenciosa, sem provocar sinais imediatos da doença. Isso significa que a criança pode estar aparentemente saudável, mas ainda assim carregar e potencialmente transmitir o vírus.
Explicação para surtos no início das aulas
A descoberta ajuda a entender por que casos de resfriado aumentam rapidamente no retorno às aulas. Como o vírus pode permanecer ativo por mais tempo do que se imaginava, ele encontra facilidade para se espalhar em ambientes com grande contato entre crianças. O estudo indica que o rinovírus é mais persistente do que a ciência acreditava, o que pode influenciar novas estratégias de prevenção e controle da doença.