A queda de um balão em Praia Grande, no último sábado (21), continua gerando repercussões. Segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o piloto Elves Crescencio não possuía a licença necessária para operar balões livres, e a aeronave também não era certificada. A agência informou que está colaborando com a investigação técnica e destacou que balões são considerados aeronaves aerodesportivas, sem exigência de certificação obrigatória, sendo a responsabilidade da atividade atribuída exclusivamente aos praticantes.
Defesa contesta informações
O advogado Clóvis Scheffer, que representa o piloto, contestou a nota da Anac e afirmou que toda a documentação está regularizada e já foi apresentada à Polícia Civil. Segundo ele, as informações divulgadas pela agência “não estão corretas” e serão devidamente esclarecidas no curso das investigações. A atividade de balonismo, embora popular na região, ainda é considerada um esporte radical de alto risco, conforme a própria Anac, o que exige que os passageiros estejam cientes dos perigos antes do embarque.
Balonismo em debate
O acidente ocorreu poucos dias após reuniões em Praia Grande, realizadas em 6 de junho, para discutir a regulamentação do balonismo como atividade turística. A proposta busca equilibrar segurança e desenvolvimento econômico, especialmente no contexto do Geoparque Caminhos dos Cânions do Sul, que atrai turistas para voos panorâmicos. A Anac estuda, desde dezembro de 2024, a criação de normas específicas para operação comercial de balões, em parceria com o Sebrae e o Ministério do Turismo.
Fonte: ND+.
