A primavera é uma das estações mais bonitas do ano, mas para quem sofre com alergias respiratórias, ela pode ser sinônimo de incômodo. Com o aumento da polinização e as variações de temperatura, crescem os casos de rinite, asma, sinusite, conjuntivite e até irritações de pele.
A otorrinolaringologista Pauline Michelin explica que o pólen liberado pelas flores e gramíneas nessa época do ano é um dos principais responsáveis pelo agravamento dos sintomas. “Aqui no Sul, a polinização das gramíneas é ainda mais acentuada, e os sintomas aparecem de maneira mais intensa”, alerta a médica.
Tipos de rinite e fatores genéticos
Segundo a doutora Pauline, existem diferentes tipos de rinite. As alérgicas são causadas por agentes como ácaros, fungos, pólen, pelos de animais e poeira. Já as não alérgicas são desencadeadas por fatores como mudanças de temperatura, ar-condicionado, fumaça, poluição e perfumes.
A médica destaca ainda o componente genético da doença: “Se os pais têm rinite, o risco de a criança desenvolver o problema chega a 80%”. Ela lembra que é possível ter mais de um tipo de alergia ou até uma rinite mista, em que crises alérgicas e não alérgicas ocorrem ao mesmo tempo.
Como aliviar os sintomas
Para minimizar o desconforto, a profissional recomenda usar óculos de sol para proteger os olhos do pólen e manter a casa sempre limpa e arejada. “Evite varrer, pois isso espalha o pó. Prefira o uso de aspiradores de pó com filtro EPA, que conseguem reter micropartículas de ácaros e pólen”, orienta.
Outra dica importante é fazer lavagem nasal diária, várias vezes ao dia, para eliminar os alérgenos acumulados nas vias respiratórias. Pauline reforça que o acompanhamento médico é essencial: “Cada caso é diferente, e só o especialista pode indicar o tratamento mais adequado para controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.”