O desenvolvimento da fala começa muito antes das primeiras palavras. Especialistas explicam que, desde o nascimento, os bebês já começam a experimentar sons e formas de comunicação, como choro, balbucios e expressões faciais. Por isso, conversar com o bebê, cantar músicas e ler histórias são atitudes importantes para estimular a linguagem. Outra recomendação é manter contato visual, responder aos sons que a criança faz e incentivar suas tentativas de comunicação, criando uma espécie de “diálogo” mesmo antes da fala se desenvolver.
Além disso, pais e responsáveis podem narrar atividades do dia a dia, como o momento do banho ou da troca de roupa, e também nomear objetos que fazem parte da rotina da criança. Brincadeiras também são grandes aliadas nesse processo. Durante as atividades, é indicado conversar com o bebê, fazer perguntas simples e estimular a imitação de sons e palavras. Ler em voz alta e ouvir músicas infantis também ajudam a ampliar o vocabulário e fortalecer o vínculo entre adultos e crianças.
As primeiras palavras com sentido costumam surgir por volta de 1 ano de idade, quando o bebê já consegue associar sons às pessoas ou objetos. Já até os 2 anos, é esperado que a criança amplie o vocabulário e comece a formar palavras e pequenas frases, iniciando de fato o desenvolvimento da fala.
Quando é necessário procurar ajuda
Apesar de cada criança se desenvolver em um ritmo próprio, alguns sinais podem indicar atraso no desenvolvimento da fala e exigem atenção da família. Entre os principais alertas estão a ausência de sons ou tentativas de comunicação até cerca de 18 meses, dificuldade para ser compreendida por pessoas fora da família após os 4 anos, ou ainda uma interrupção evidente no progresso da fala. Nesses casos, a orientação é buscar avaliação com profissionais como pediatras, neuropediatras ou fonoaudiólogos, que podem identificar possíveis dificuldades e iniciar intervenções precoces para estimular a comunicação da criança.