A definição do reajuste das tabelas de preço mínimo do tabaco será debatida em reuniões marcadas para esta segunda e terça-feira, dias 19 e 20 de janeiro, conforme anunciou a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra). As negociações ocorrem por empresa, no âmbito das Cadecs (Comissões de Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração).
A safra 2025/2026 já ultrapassou 50% da colheita na primeira semana de janeiro, e a comercialização começa a ganhar ritmo no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
A Faesc (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina) integra a comissão representativa dos produtores. O vice-presidente regional da Faesc e presidente do Sindicato Rural de Irineópolis, Francisco Eraldo Konkol, participa das negociações e avalia que a expectativa é positiva, com tratativas ocorrendo de forma tranquila.
Segundo o presidente da Afubra, Marcilio Drescher, a agenda foi marcada para a segunda quinzena de janeiro devido ao atraso no levantamento dos custos de produção, especialmente da mão de obra, agravado pelo atendimento a lavouras atingidas por granizo. Ele ressalta que produtores que venderem antes da definição do preço médio não terão prejuízo, pois haverá complementação posterior.
Sobre a qualidade, a Afubra aponta impactos climáticos pontuais, leve redução de produtividade em algumas regiões e escassez de mão de obra, o que pressiona custos. A comissão representativa reúne Afubra, Federações da Agricultura (Farsul, Faesc e Faep) e dos Trabalhadores Rurais (Fetag, Fetaesc e Fetaep) dos três estados.