
O dólar encerrou a terça-feira (29), atingindo a cotação de R$ 5,762, o maior valor desde maio de 2020. Em contraste, o Índice B3 (Ibovespa) registrou uma queda de 0,31%, fechando aos 130.793 pontos. Essa instabilidade no mercado foi intensificada pelas declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que indicou a falta de um cronograma para a implementação de medidas de contenção de gastos, gerando incertezas no cenário econômico nacional.
Embora a equipe econômica tivesse sinalizado que medidas para a redução de despesas seriam anunciadas em breve, a necessidade de aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode dificultar essa agenda. O real se destacou como a moeda que mais se desvalorizou entre as principais divisas globais, refletindo a falta de confiança do mercado diante das incertezas políticas e econômicas.
No cenário internacional, dados sobre o emprego nos Estados Unidos mostraram uma queda nas vagas disponíveis, o que pode influenciar as decisões do Federal Reserve sobre política monetária. Enquanto isso, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Brasil se reunirá na próxima semana para discutir a taxa Selic, que atualmente está em 10,75% ao ano, com expectativas de um aumento de 0,50 ponto percentual na próxima reunião, após a aceleração do Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) para 0,54% em outubro.